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20 de Outubro de 2020

Constrangimento em entrevista de emprego gera indenização

há 9 anos

Durante a realização de dinâmica de grupo, o autor foi obrigado a rebolar na frente de outros candidatos e de algumas funcionárias.

Um funcionário, constrangido em dinâmica de grupo, deverá ser indenizado por dano moral. O autor afirmou que, durante a realização da atividade para o preenchimento de vaga para o cargo de eletricista, foi obrigado a rebolar na frente de outros candidatos e de algumas funcionárias. Sentindo-se humilhado, postulou indenização contra a Citeluz Serviços de Iluminação Urbana, por danos morais e materiais, em razão da perda da chance de conseguir um emprego.

Segundo a empresa, o objetivo da atividade era avaliar o comportamento e a flexibilidade do candidato e que eventual recusa não seria fator de exclusão do processo seletivo.

No entendimento do magistrado, não há prova suficiente de que a conduta ilícita da empresa tenha sido a causa da perda da oportunidade, inviabilizando, assim, a indenização por danos materiais.

Por outro lado, o juiz Juan Paulo HayeBiazevic, do Juizado Especial de Bragança Paulista (SP), afirmou que &quota conduta da empresa violou a dignidade do autor e merece reprimenda no campo dos danos morais". Segundo ele, &quotsubmeter desempregados a ato desonroso, risível e totalmente desnecessário para o fim colimado viola frontalmente a Constituição Federal. À exceção de vagas em companhias de dança, ninguém deveria ser obrigado a rebolar para buscar empregos

Com base nessa fundamentação, julgou parcialmente procedente a demanda para condenar a empresa ao pagamento de R$ 6.220,00 a titulo de danos morais.

Processo nº 090.01.

Fonte: TJSP

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